Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
QUEM MATOU YESHUA ?
Os romanos que pregaram o na cruz ?
Ou existe outro responsável ?
Os judeus helenizados (os
saduceus do Sinédrio) entregou Yeshua aos Romanos. Mas eram romanas as mãos que seguravam o martelo que pregaram os pregos
nas mãos de Yeshua/Jesus. Foi mãos romanas que escreveu as palavras que pairava
sobre a cabeça deste judeu galileu, 'Yeshua de Nazaré, Rei dos Judeus".
"Quem matou Yeshua (Jesus)?" Aquele que planejou a execusão de Yeshua (Jesus) não
é outro senão Deus, o Pai foi Ele que premeditado, previu, preparado,
programado e aprovado a morte do Messias anos antes do evento histórico.
Olhe
para as seguintes passagens ...
o livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13:8)
Observe neste versículo que o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo.
Isto significa que Deus tinha preparado e premeditado a morte do Cordeiro de
Deus que tira os pecados do mundo (quando entrou o pecado no mundo o cordeiro
foi preparado). Não havia judeus nem romanos em existência na época que poderia
ter tido qualquer lado neste plano.
"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas
tristezas e as nossas dores; contudo nós o reputávamos por aflito, ferido de
Deus? oprimido. Todos nós, como ovelhas, nos desviamos,
temos transformou, cada um, à sua própria maneira, e o Senhor fez cair sobre
ele a iniquidade de nós todos. "(Isaias 53:4,6)
Observe o último
verso neste texto: "E o Senhor (Deus) fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos."
A ênfase deve ser
em duas palavras, "Senhor"
e "todos nós." A morte de
Yeshua foi pré-determinado e preparado para ser executado "na plenitude do
tempo" pelo próprio Deus (1Pe 1:19-20) .
O povo judeu, desempenhou um papel neste
drama - para a causa dos gentios, para o bem das nações, que eramos todos
adoradores de ídolos antes de Yeshua.
Veja o que diz
Paulo aos Ef.:
Efésios 2:12-13 Que
naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e
estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
Por:Joseph Shulam
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segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Shabat: sinal da aliança eterna
O
shabat (sábado) é um dos "Dez Mandamentos" (asseret hadibrot), ex
vi do texto de Shemot/Êxodo 20:8-11. Yeshua e Sha´ul (Paulo) tinham o
costume de guardar o shabat como dia santificado (Lc 4:16 e At 17:2), e historiadores
afirmam que os netsarim (nazarenos) também cumpriam o mandamento do shabat.
Então,
por que os cristãos substituíram o shabat (sábado) pelo domingo? Afinal, qual é
o dia sagrado do ETERNO?
VEJA MAIS NO LINK ABAIXA:
Leia mais: http://www.judaismonazareno.org/shabat%3a-sinal-da-alian%c3%a7a-eterna/
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terça-feira, 30 de setembro de 2014
O HISTÓRICO DO JUDAÍSMO NAZARENO
Por: Rosh: Marlon Troccolli
Introdução:
Este
artigo baseia-se em pesquisas históricas cujas fontes estarão disponíveis ao
longo do desenvolvimento do mesmo, e destina-se a reforçar a Fé Patriarcal de
nossos irmãos judeus que reconheceram em Yeshua haNotzeri o Mashiach de
Yisrael, bem como de nossos irmãos gentios que aceitaram o D'us de Yisrael
sendo enxertados na boa Oliveira e participam da mesma Fé de nossos patriarcas.
Este
artigo também mostra como se deu o surgimento da primeira Congregação Nazarena
de Yerushalaim, sua separação dos gentios ditos cristãos e os vestígios
arqueológicos deixados por estes fiéis, cuja vida foi uma constante perseguição
primeiro de seus próprios patrícios, depois pelo império romano e por fim pela
cruel igreja cristã que os rotulou de hereges perseguindo-os como animais.
Objetivos:
*
Reforçar a Fé dos nazarenos modernos ao conhecerem seus irmãos do passado.
* Servir
como material de pesquisa bibliográfica sobre os judeus notzerim.
*
Esclarecer a posição nazarena em relação aos vários grupos ditos judaicos
messiânicos.
* Mostrar
como se deu a separação definitiva dos gentios que adotaram a religião de Roma.
*
Fundamentar a Fé Notzerit mediante a historicidade e achados arqueológicos da
época.
Investigação
Histórica:
Jerônimo
era um padre católico, que a mando do papa Damaso foi incumbido de traduzir as
Escrituras para o Latim, que já no quarto século era a língua litúrgica da igreja
de Roma.
A
pesquisa começou em 1986, quando encontramos esta declaração de Jerônimo, que
ele escreveu no quarto século:
“Mateus,
também chamado Levi, e que de publicano se tornou apóstolo, primeiro de tudo
produziu um Evangelho do Messias na Judeia, na língua e nos caracteres
hebraicos, para benefício dos da circuncisão que haviam crido, Não se tem
suficiente certeza de quem o traduziu mais tarde para o grego. Ademais, o
próprio em hebraico está preservado até hoje na Biblioteca de Cesareia que o mártir
Pânfilo ajuntou tão diligentemente. Os Nazarenos, que usam este volume, na
cidade Síria de Bereia, permitiram-me também copiá-lo” (Obra de Jerônimo: “De
Viris Inlustribus” [A Respeito de Homens Ilustres] – Capítulo III – Tradução do
Texto Latino editada por E. C. Richardson e publicado na série – Texte und
Untersuchungen zur Geschichte der Altchristlichen Literature — Volume, 14,
Leipzig, 1896, páginas 8 e 9.)
Nesta
declaração encontramos algumas verdades históricas que devemos Restaurar:
1. Mateus
escreveu o Evangelho que leva o seu nome em Hebraico.
2. Não se
sabe quem traduziu esse Evangelho Original “mais tarde” para o grego, o
tradutor ou tradutores eram desconhecidos. Isto indica que traduções para o
grego são posteriores aos originais em hebraico.
3. Esse
Evangelho de Mateus em Hebraico, na época de Jerônimo, ainda estava preservado
na Biblioteca de Cesareia. Por que ele se perdeu? O que fizeram como ele?
4. Os
Nazarenos tinham um exemplar desse Evangelho e emprestaram para Jerônimo
copiá-lo.
Isto
significa que no quarto século ainda podemos encontrar os judeus Nazarenos, mas
eles, como nós podemos perceber, não pertenciam à mesma igreja de Jerônimo, ou
seja, eles não eram católicos romanos, eles eram Notzerim. Tinham um nome,
tinham uma identidade que os diferenciava da religião oficialmente estabelecida
na época do papa Damaso.
Nossas
pesquisas e investigações documentárias se voltaram, então, para responder
algumas perguntas: Quem eram Os Nazarenos? Por que usavam o Evangelho de Mateus
em Hebraico e não as cópias em Grego que já circulavam no meio católico? Em que
eles criam? Por que não estavam unidos com a religião do império que tinha sua
sede em Roma? Finalmente queríamos entender e compreender a Origem dos judeus
Nazarenos.
As
respostas a estas perguntas formaram um grande acervo de Documentos históricos
que formam um panorama histórico surpreendente.
Os
Nazarenos e a Cidade de Pella:
Pella foi
uma antiga cidade, cujas ruínas constituem atualmente um sítio arqueológico que
se situa na aldeia de Tabaqat Fahl, no noroeste da Jordânia. O local
encontra-se no vale do Jordão, muito perto da fronteira com Yisrael, 80 km ao
norte de Amã e 40 km a oeste de Irbid. Após a conquista romana por
Pompeu na primeira metade do século I a.a.c., a cidade prosperou ainda mais,
tendo então desaparecido a maior parte das construções helênicas. Ainda hoje
subsistem ruínas espetaculares desse período, durante o qual Pella foi uma das
cidades que compunha a Decápolis mencionada nos Evangelhos.
Com a
destruição de Jerusalém pelo general Tito, os Nazarenos se Refugiam nesta
cidade. Nossa pesquisa nos remete aos anos 66 ec. e 67 ec. A cidade de
Jerusalém estava sitiada. Vespasiano tinha cercado a cidade com os exércitos
romanos, mas, inesperadamente foi chamado para Roma, pois o imperador tinha
falecido, por essa razão, o próprio Vespasiano foi declarado Imperador. Com a
ida de Vespasiano para Roma, o cerco de Jerusalém foi levantado e foi esse o
momento que os discípulos esperavam, aproveitando a retirada dos exércitos
romanos e em cumprimento da advertência que encontramos em Lucas 21:20-21, eles
fogem para além do rio Jordão. A cidade foi destruída pelo general Tito no ano
70 ec.
As fontes
de pesquisa apontam como lugar principal de refúgio uma cidade chamada Pella.
Vejamos o Comentário de uma Enciclopédia e ver como a história comprova que os
discípulos saíram da cidade de Jerusalém antes de sua destruição:
“A
Comunidade que imigrou de Jerusalém, ao início da guerra de Vespasiano com os judeus,
ficou refugiada nas regiões da Galileia, Judeia e Samaria, ao oriente, e ao
sul, no Egito, sendo encontrados até o final do século IV na região de Perea na
cidade de Pella” -(Enciclopédia
Italiana – Vol. V, página 76, coluna 4)
Houve de
fato uma imigração, para ser mais exatos, aconteceu uma fugida da cidade, um
grupo de pessoas que é designado como: Comunidade, eles fogem de Jerusalém e se
refugiam em várias regiões, em especial na cidade de Pella.
A
Comunidade Notzerit na Cidade de Pella:
Já
sabemos que um pequeno grupo de seguidores do Messias, e, portanto, nazarenos,
que tinham aceitado a Fé, antes da destruição da cidade de Jerusalém pelo
general Tito, fogem. Vejamos agora como era conhecida essa Comunidade de
Jerusalém que foge para Pella:
“Transferiram-se
antes do cerco, poucos em número para acidade de ... Pella ... chamavam-se
Nazarenos, e com esse nome puramente evangélico que figuram na história” (História do Judaísmo
Antigo, Cyro de Moraes Campos, Edição de 1961, página 353)
Assim, os
que saíram de Jerusalém, antes da cidade ser destruída pelo general romano
Tito, era a Comunidade dos Nazarenos, e eles se espalham pela Judeia, Galileia
e se estabelecem principalmente em Pella.
“A
Comunidade, trazia, porém, o nome de Nazarenos, que compartilhava com os demais
grupos transjordânicos” (Nova História da Igreja, Vol.1 de autor francês J.
Danielou Henry Marrou, 1984, da Editora Vozes, e com tradução de D. Paulo
Evaristo Arns O. F. M. na página 44)
Claramente,
sem deixar dúvidas, até Documentos católicos comprovam que a Comunidade dos
Nazarenos é aquela que, saindo de Jerusalém se refugia além do Jordão (região
transjordânica). Nós deveríamos pensar que os mais interessados em ocultar os
fatos deveriam ser justamente os que os negam, porém, diante da história e por
causa do grande acervo de Documentos de prova, todo historiador deve ser
honesto, e por mais que isso contrarie a tradição religiosa deve afirmar o que
realmente aconteceu.
O Início
da separação definitiva:
A
separação entre os dois grupos, de um lado os Nazarenos, de origem judaica, e
do outro os “cristãos” de origem grega e síria, começa a ser notada logo após a
Destruição de Jerusalém, pelo Imperador Romano Adriano.
Em 135, o
imperador Adriano mandou arrasar a cidade de Jerusalém, ao cabo da revolta
judaica liderada por Simão bar Kokhba. Sobre os restos que ficou de Jerusalém,
edificou-se uma cidade helênica denominada Aelia Capitolina e sobre o monte
onde se erguera o santuário do Eterno, isto é, o Templo, erigiu-se um
templo dedicado ao deus Júpiter Capitolino.
Observem
como nessa data, 135, acontece então a separação definitiva que divide os dois
grupos, cristãos dos nazarenos:
“A
Congregação judaica nazarena já tinha ficado reduzida a uma pequena parcela de
adeptos quando sessenta anos mais tarde, Adriano, reprimindo a última revolta
dos judeus e fundando nas ruínas da Cidade Santa a nova cidade Aelia
Capitolina, na qual nenhum judeu podia entrar, acabou destruindo-a
completamente. Os judeus nazarenos, vagando dali por diante pela Palestina, não
foram considerados cristãos pelos seus companheiros gregos e sírios. Passaram a
serem chamados nazarenos, considerados, justa ou injustamente, hereges e
classificados, às vezes, como tais, nas obras de escritores eclesiásticos” (Philip Hughes
“História da Igreja Católica” – Tradução de Leônidas G. de Carvalho, Dominus,
São Paulo, Segunda Edição, Revista e Ampliada, página 18)
Este
historiador deve se render diante das evidências, não as pode negar, mesmo se
tratando de uma obra literária católica. No início ele chama Os Nazarenos de
“Igreja judaica”, depois os chama de “cristãos judeus”, para finalmente
reconhecer que o verdadeiro nome é: “Nazarenos”.
Reconhece
também que a rejeição dos Nazarenos aconteceu nessa época, e foram os gregos e
sírios que não mais os consideraram como verdadeiros seguidores do Messias, e
injustamente acusados de hereges.
Provas
Arqueológicas:
Uma
Descoberta Arqueológica Comprova e Demonstra a Verdade Sobre o Começo da Fé
Verdadeira, vamos considerar atentamente a seguinte informação: A fonte é de
plena confiança.
Nesta
fonte se apresenta um fato interessante: A descoberta de um selo numa Sinagoga
Nazarena. Além dos oito utensílios usados na Sinagoga, merece destaque o nome
que o artigo dá aos primeiros seguidores do Messias de Yisrael:
“Um selo foi descoberto após 2000 anos. Este antigo
símbolo foi encontrado no Monte Sião. Acredita-se que ele foi criado por judeus
crentes que chamavam-se a si mesmo de Nazarenos... Um dos oito objetos é um bloco
bem gasto feito de mármore local do tamanho de um tijolo... Uma escrita em
aramaico informando o uso deste artefato para ser a base onde se colocava o
frasco do óleo da unção. O antigo aramaico transliterado como: ‘La Shemem
Reuhon’ (para óleo do Espírito). Outro dos oito objetos é um pequeno, e quase
intacto frasco que deveria certamente ser colocado no topo da base de mármore” (Good
News For Israel – ©Evangelical Press News Service, 6 de julho de 1999)
Percebemos
que não são apenas os escritos dos primeiros séculos que atestam sobre a
existência dos judeus Nazarenos, mas, também a arqueologia veio em auxílio para
demonstrar que a linha de pesquisa a qual nos estamos seguindo está correta. Os
Nazarenos eram os verdadeiros mantenedores da Herança Hebraica Messiânica.
A
Perseguição contra os Nazarenos - Uma profecia cumprida:
No Estudo
anterior mostramos como se deu a separação, para reforçar essa divisão vamos
citar um novo Documento, agora de um autor judeu:
“Durante
algum tempo, a Comunidade cristã era formada de duas seções divergentes: a dos
Nazarenos ou judeus Cristãos... e a de cristãos gentios... É claro que um tal
estado de coisas não podiam durar, e era, somente, uma questão de tempo, antes
que uma das seções viesse a predominar e expulsar a outra. Foi exatamente isso
que sucedeu. O acontecimento crítico que resolveu a questão foi a destruição do
templo e do estado judaico no ano 70... A partir desse momento, os Nazarenos
começaram a diminuir em número, enfraquecendo-se, pouco a pouco, a sua
influência, até se tornar nula”. (Do livro: Dois Caminhos, autor: Abraham Cohem,
Edições Biblos Ltda. Rio de janeiro, 1964, página 102.)
Assim um
grupo prevaleceu sobre o outro, os Nazarenos perderam quase que totalmente sua
influência sobre as congregações gentias, enquanto que os cristãos gentios
prevaleceram e venceram. O que estava escrito na profecia? Veja como as
Escrituras apresentam estes fatos, a “besta” (falsa religião) prevalece sobre
os santos:
“Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação”(Apocalipse 13:7)
“Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação”(Apocalipse 13:7)
Estava
escrito, era a profecia que não poderia falhar! Os santos foram vencidos e a
“besta” do Apocalipse prevaleceu sobre eles, a falsa religião imperou dando de
beber o seu vinho da mentira, do engano, das heresias, dos dogmas satânicos e
do paganismo disfarsado de cristianismo, criaram um novo deus para seus
seguidores adorarem, o deus trindade, um novo messias também foi criado aos
moldes de sua religião cristã, o messias romano, a B'rit Chadashá foi
adulterada para satisfazer as heresias da nova religião de Roma, um novo Cânon
bíblico foi organizado de acordo com os interesses dos bispos e padres
católicos, em fim, o cenário do engano estava pronto para operar e continuou
operando por cerca de 2000 mil anos de trevas espirituais, até ao surgimento da
Restauração profetizada nas Escrituras, onde o povo que foi enganado está tendo
a oportunidade de ver os crimes cometidos pela religião popular, um verdadeiro
atentado a Fé.
Conclusão:
É hora de
se fazer escolhas, de se Restaurar a Fé, de se buscar as Veredas Antigas, se
voltar aos verdadeiros seguidores do Messias de Yisrael, tudo bem que os
nazarenos modernos não são os mesmos do passado, mas eles vieram do mesmo lugar
de onde os primeiros nazarenos saíram, do judaísmo comum, não possuem ideias
diferentes pois são simplesmente judeus completos, foram preservados das
doutrinas de Roma, nada de dogmas mentirosos trinitaristas ou unicistas, são
judeus seu maior dogma é o Shemá Yisrael, o Eterno é Um e Único e Ele NÃO
DIVIDE sua Glória com NINGUÉM(Isaías 42:8)
Eles são
os Remanescentes que tornariam a brotar e dariam frutos, são os que se
converteram de entre a multidão como a areia do mar:
"Porque, ainda que o teu povo, o Yisrael, seja tão numeroso como a
areia do mar, o Remanescente deste povo se converterá......" (Isaías 10:22)
Adonai os
preservou fora da influência de Roma para serem Luz aos gentios de hoje,
contradizendo a tudo que Roma inventou para enganar os incautos e jogar por
terra a falsa doutrina e as heresias modernas:
"Sim diz Ele: Achas pouco seres meu servo, para Restaurares as
tribos de Jacó e tornares a trazer os Remanescentes de Yisrael, também te
constituí Luz para os gentios, para seres a minha salvação até os confins da
terra"(Isaías
49:6)
Bendito
seja o Eterno, que não deixou perecer na mentira aqueles que voluntariamente
buscaram a Verdade, fazendo parte da Congregação do Eterno e preparando um povo
para se encontrar com o Messias, pois sua vinda está próxima.
Créditos:
Ministério Israelita Nazareno /do livro: A Verdadeira Herança Messiânica
Rosh: Marlon Troccolli
UNICISMO OU MODALISMO - UM DEUS MULTI-FACIAL
Por: Rosh: Marlon Troccolli
Introdução:
O
Unicismo ou modalismo advoga que existe um Deus, o qual se manifesta em três
essências ou modos(pai, filho e espírito santo), só de ouvir esta história de
três(03) alguma coisa, nos vem logo a mente uma outra doutrina
semelhante(trindade), dai que vem o nome modalista, referindo-se aos modos
pelos quais a divindade tem se manifestado.
Na visão
desta facção religiosa, O Eterno, O Messias e A Ruach haKodesh/Espírito Santo
são manifestações de uma única e singular pessoa, D’us, de modo que não
creem que o Pai e o Filho Yeshua sejam seres distintos, este artigo abordará
esse engano sutil e mentiroso mostrando que tanto o unicismo como o
trinitarianismo tiveram a mesma origem, isto é, na religião cristã
greco-romana.
Objetivos:
* Mostrar
aos que estão sendo enganados por esta doutrina pagã greco-romana o verdadeiro
caminho do monoteísmo hebraico-judaico bíblico.
*
Desmistificar a falsa ideia das supostas três essências.
* Dar
suporte bíblico aos que estão sendo assediados por unicistas de plantão.
* Conduzir
almas sinceras à verdadeira Fé Patriarcal unitariana.
* Abordar
o assunto dentro do contexto hebraico das Escrituras, utilizando sempre q/
possível a Lashon haKadosh, língua do povo do Eterno.
*
Identificar as diversas igrejas e denominações cristãs que seguem o dogma
unicista na atualidade.
O
Unicismo não é um ensino bíblico:
A
doutrina que prega que o Eterno é formado de 3 pessoas, é a doutrina da
Trindade, para ver as provas bíblicas contra essa outra doutrina romana, veja o
artigo TRINDADE OU D’US ÚNICO em nosso blog.
O Dogma
unicista prega que Yeshua é tanto o D’us filho, como o D’us Pai e o D’us
Espirito Santo, este ensino é um pouco diferente do dogma da trindade que prega
que Adonai é formado de 3 pessoas distintas, e também difere da crença
hebraico-judaica bíblica sobre o Unitarismo do Shemá do Eterno (ver
Deuteronômio 6:4).
Pois para
nós Nazarenos históricos, o Eterno é um ser INDIVISÍVEL, UM SÓ, ÚNICO,
ÍMPAR, SINGULAR e INCOMPARÁVEL, mas que criou um ser que se tornou
seu filho primogênito distinto dele como pessoa, que lhe é submisso e que
cremos que Ruach haKodesh/Espirito Santo seja a emanação da parte de D’us para
realização de seus propósitos, sendo assim o próprio Eterno na manifestação de
si mesmo.
Histórico
da heresia unicista:
A origem
do unicismo se prende aos primeiros séculos da Era Cristã. Os mais antigos
relatos que se têm notícia são de Praxeas ensinando na Ásia Menor, enquanto
Noeto aparece pregando em Roma. Noeto foi quem primeiro formulou uma teologia
essencialmente unicista. Ele foi bispo católico de Esmirna, quando por volta de
180 E.c. começou a ensinar o que mais tarde seria conhecido como
Monarquianismo. Saiu da igreja de Esmirna por causa de sua insubmissão ao
arcebispo, Noeto se refugiou em Roma, onde mais tarde conheceria Epigonus,
primeiro discípulo e propagador de sua ideias.
Outro
destacado líder do unicismo por essa época foi Praxeas. Oriundo da Ásia Menor,
Praxeas era conhecido por seu gênero inquieto, arrogante e perspicaz. Ele
chegou a Roma de maneira sutil, passando despercebido até mesmo pelo experiente
Hipólito. Formado aos pés de Noetos, Praxeas desenvolveu boa parte de seu
ministério em Cartago, onde encontrou forte oposição por parte de Tertuliano.
Praxeas negava a pre-existência de Yeshua, usando o termo “Filho” aplicado
apenas à encarnação. Segundo este bispo, o Filho seria carne; o Pai Espírito
(D'us). Era assim que Praxeas entendia as duas naturezas do Messias, sendo hoje
um dos principais artifícios do unicismo moderno. Essa doutrina foi combatida
por Tertuliano em Contra Praxeas, quando pela primeira vez o apologista
Tertuliano usa o termo trínitas (trindade) para a divindade.
O
unicismo, enquanto tentativa de explicar a natureza do Eterno, ganhou corpo a
partir do terceiro século. Movido pelo racha do Monarquianismo em Dinâmico e
Modalista, ainda no fim do segundo século, Sabélio, um bispo católico de uma
igreja do norte da África , saiu em defesa do Modalismo. Sabélio estabeleceu
novas diretrizes ao unicismo, do que lhe valeu o título de “maior defensor do
Modalismo (unicismo) da História”. Muitas das definições que conhecemos hoje,
como “modos do Pai”, “modos do Filho” e “modos do Espírito Santo”, tiveram
origem no bispo Sabélio. Apesar da oposição imposta por parte de alguns lideres
da igreja na época, entre eles Tertuliano e Orígenes, Sabélio “progrediu”, encontrando
na massa dos fieis seus principais seguidores.
Sabélio
teria sido influenciado por Noeto, um presbítero católico da igreja da Ásia
Menor, nascido em Esmirna que viveu no segundo século E.c., o qual, segundo a
citação feita por Hipólito, teólogo romano do terceiro século, que em sua obra
Contra Noetum, menciona que Noeto teria afirmado:
"Digo
que Cristo era o mesmo Pai, e que o Pai era o que havia nascido, padecido e
sofrido"
Certamente
esta era mais uma das provas de que o conhecimento teológico, ou verdadeiro
conhecimento sobre D’us estava sofrendo um desvio e deturpações.
A falácia
unicista foi profetizada pelo apóstolo Pedro:
Kefa/Pedro
apóstolo do Messias, usado pela Ruach do Eterno, profetizou que iriam surgir
falsos ensinos que chegariam ao ponto de se negar a obra do Messias como
o enviado do Eterno, anulando assim todo trabalho intercessório de Yeshua,
transformando toda a obra do Messias de Yisrael num grande Teatro greco-romano:
"No
passado apareceram falsos profetas no meio do povo, e assim também vão aparecer
falsos mestres entre vocês. Eles trarão heresias perniciosas e rejeitarão o
Mestre que os resgatou. E isso fará com que caia sobre eles uma rápida destruição" (II Pedo 2:1)
Rejeitar
a criação e filiação de Yeshua, não aceitando que um ser distinto do Pai
se entregou para ser sacrificado e se tornar resgatador e comprador de um povo
para D’us, é repudiar nosso Mestre e Senhor transformando toda a obra do
Messias num TEATRO GRECO-ROMANO, pois, se o Messias sempre foi o Eterno
encarnado, então tudo que ele sofreu, seu escárnio, suas dores e seu martírio
foi uma grande ENCENAÇÃO para nos enganar. Isso sim é um desvio claro da
verdade sobre a vinda do Messias descrita no Tanach hebraico.
Variação
da crença unicista ressurge mais tarde e com mais força:
Na era
moderna, esta doutrina maléfica romana ressurgiu e gerou divergências
dentro de algumas denominações protestantes, como da Igreja Evangélica
Assembléia de Deus, cujos dissidentes passaram a reunir-se e organizar
uma forma de adoração centralizada nos conceitos unicistas de John S. Sheppe,
como também outra variação da crença unicista foi pregada por um falso profeta
norte-americano chamado William Marrion Branham(1909) pastor da
Igreja Batista que mais tarde fundaria a Igreja Pentecostal Tabernáculo da Fé
após ter tido diversas “visões”, a mesma crença unicista também impregnou uma
parte do dito judaísmo messiânico também oriundos da denominação protestante
“judeus para Jesus” transformando-se depois em várias denominações menores,
todas se auto classificando de “netzarim” ou "nazarenos" e
reivindicando para si “autenticidade”.
Principais
ramificações e facções unicistas no Brasil:
Hoje
existem várias denominações e facções cristãs do unicismo no mundo, no Brasil,
seis principais grupos se destacam, a saber:
1- Igreja
de Deus no Brasil.
2- Igreja
Local de Witnees Lee.
3- Igreja
Pentecostal Tabernáculo da Fé.
4- Igreja
de Deus do Sétimo Dia.
5-
Ministério A Voz da Verdade.
6- Os
Adeptos do Nome Yaohushua e suas Variantes Judaizantes de falsos nazarenos.
Observem
que esta heresia perniciosa se originou e manifestou-se exclusivamente dentro
da Grande Babilônia e suas Filhas, tanto o trinitarianismo como o unicismo são
faces de uma mesma moeda romana, apenas com conceitos diferentes, enquanto que
um prega um só deus dividido em três(03) pessoas distintas o outro prega um só
deus dividido em três(03) essências ou modos. Observem e comparem estas duas
declarações de fé, uma católica e outra unicista:
«Nós
acreditamos com firmeza e afirmamos simplesmente que há um só Deus verdadeiro,
imenso e imutável, incompreensível, todo-poderoso e inefável representado no
PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO: Três Pessoas, mas uma só essência, uma só
substância ou natureza absolutamente simples» (Catecismo da Igreja Católica Apóstólica
Romana, Profissão de Fé, Capítulo primeiro, Artigo 01/ disponível emhttp://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2c1_198-421_po.html )
«Cremos
que YHWH é UM (echad), ou seja, apenas 1 (uma) Pessoa, e não Três. Cremos que
YHWH pode se manifestar de formas plurais, conforme atesta a Torá.
Cremos que YHWH revela a si próprio pelas K’numeh ou Gaunin (essências,
naturezas, manifestações) do PAI, do FILHO (= a
Palavra/Memra) e da RUACH HAKODESH (Espírito de santidade/ESPÍRITO SANTO).
Cremos que o PAI, o FILHOYeshua (Palavra) e a Ruach
HaKodesh(ESPÍRITO SANTO) são manifestações do mesmo YHWH» (Declaração de Fé do dito
“Judaísmo Nazareno Unicista”, declaração nº 01, disponível emhttp://www.judaismonazareno.org/nossa-fe/ )
Vemos que
ambas as declarações de fé tendem a DIVIDIR o Eterno em três pessoas ou três
essências ou três modos diferentes, em ambas as declarações notamos a forte
influência romana por trás destas duas religiões, num bom português popular “é
tudo farinha do mesmo saco”.
O
unicismo nega a pre-existência do Messias:
O
unicismo nega qualquer possibilidade da preexistência do Messias. Por quê?
Porque isso colocaria em risco sua falsa doutrina das múltiplas essências. Além
de negar a preexistência do Messias, os unicistas apontam para o dia quando
D’us “deixará de assumir seu papel de Filho e a filiação será, mais uma vez,
absorvida pela grandeza de D’us, que retornará a seu papel original como Pai,
criador e soberano de tudo”. O que não se entende com relação ao unicismo, é o
porquê de todo este malabarismo divino. A descrição que eles fazem de D’us é,
sem dúvida alguma, uma verdadeira encenação teatral. É justamente esse o
conceito que se tem do Filho – a de um personagem usado temporariamente pelo
Pai num grande teatro divino. Consequentemente, não haveria a pessoa do Messias
feito Filho de D’us como pessoa espiritual, porém o apóstolo Shaul/Paulo joga
por terra este conceito unicista ao declarar:
“O qual
foi pelo Eterno, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas
Sagradas Escrituras, quando diz respeito ao seu Filho nascido da descendência
de Davi pela carne e foi declarado Filho de D’us após sua Ressurreição dentre
os mortos, segundo o Espírito de santidade, Yesua haMashiach nosso Senhor” (Romanos 1:2-3)
Isto é, o
Messias pre-existia na mente de D’us, foi o primogênito da criação do
Eterno(ver Colossenses 1:15 e Apocalipse 3:14) passou a existir como pessoas
após seu nascimento de Myriam, nascido da semente de Yosef seu pai natural por
intervenção da Ruach do Eterno, foi declarado Filho de D’us após sua Ressurreição,
portanto, o Messias é uma pessoas distinta do Eterno, não há como fugir disso.
Analisando
um pouco as Escrituras:
Vejamos
apenas rapidamente alguns textos que nos mostram a incoerência deste falso
ensino, para que tal doutrina fosse plausível, possível e lógica, Yeshua em
nenhuma hipótese poderia ter falado ou conversado com um outro ser em oração
que também fosse reconhecido como D’us, pois desta forma ele estaria falando
com outra pessoa o que do ponto de vista unicista é inconcebível.
Alguns
falam de Yeshua ter falado com sua natureza divina no céu enquanto sua natureza
humana estava na terra, mas isso não tem nexo e nem apoio bíblico, sendo
necessário o uso de achismos e opiniões subjetivas não respaldadas ou
substanciadas nas Escrituras, vejamos alguns textos que nos mostram de fato a
realidade, nestes textos é evidente a comunicação entre duas pessoas ou que
existe duas pessoas mencionadas, e não uma, como pregam os defensores unicista,
doutrina esta que prega que Yeshua é tanto Pai como o Espírito.
* Daniel
7:13-14 = O
Filho de homem (representado pelo Messias) se aproxima de outra pessoa (D’us)
* Salmo
110:1 = O
Eterno diz ao senhor de Davi que sente ao seu lado, há dois seres aqui.
*
Provérbios 30:4 =
Nos esclarece que D’us tem um filho, e pergunta-nos qual é o nome dele.
* Mateus
26:42 =
Yeshua ora a alguém que ele identifica ser seu Pai.
* Mateus
7:21 =
Yeshua fala que a vontade de outra pessoa que está no céu é que deve ser
obedecida
* Mateus
11:25-27 =
Mostra claramente que O Pai e Yeshua são duas pessoas distintas, e não que só
exista Yeshua.
* João
8:17-18 =
Yeshua cita ele e seu Pai como sendo DUAS PESSOAS ou dois homens [δύο ἀνθρώπων].
* João
12:28 =
Neste texto diz que uma voz, e não era a de Yeshua, Falou desde o céu.
* João
20:17 =
Aqui vemos que o filho tem um Pai que também é seu D’us
Apocalipse
3:12 = Yeshua menciona várias vezes alguém que ele mesmo chama de seu próprio
D’us.
*
Apocalipse 3:14 =
Yesua se identifica como o principio de criação do Eterno, e qualquer
ser racional sabe o que quer dizer a palavra princípio e também criação.
(ver dicionário)
*
Colossenses 1:15 =
Diz aqui que ele é a imagem do D’us invisível, não que ele seja o D’us invisível,
diz também que ele é o primogênito (ver no dicionário o que quer dizer
essa palavra) diz ali também que ele é primogênito de toda criação, ou seja,
existe uma criação feita pelo Eterno e isso é evidente, desta criação, Yeshua é
o primogênito, o primeiro a ser criado ou gerado.
Será que
Yeshua poderia tomar iniciativa em fazer algo independente da vontade de outra
pessoa, que era superior a ele? Veja você mesmo a resposta em João 5:19.
Yeshua
tem autoridade no céu e na Terra? A resposta é sim! Mas veja
se ele sempre teve plenos poderes sobre o universo, ou se isso lhe foi dado por
alguém.(ver Mateus 28:18). E note que Yeshua depois de cumprir seu papel qual
Rei, intercessor, mediador da humanidade e vindicador de YHWH D’us, irá
entregar o Reino a seu D’us e Pai, sujeitando novamente todas as coisas a D’us
e se sujeitando a ele também, para que D’us seja tudo e em todos. (ver 1°
Corintios 15:24-28)
Só não vê
a nítida distinção e a existência de uma outra pessoa superior quem não quer
ver. O fato de ser dito que é a imagem de D’us não diz que ele é o único nem
que é O Pai, o ser humano também foi feito a imagem de D’us e não é D’us.
(ver Gênesis 1:26)
É
interessante que muitos unicistas usam o texto de João 10:30 para tentar provar
que Yeshua é o próprio Pai. Mas perceba bem neste texto que Yeshua não diz: "Eu
sou o Pai", mas sim que ele e o pai [ἐγὼ καὶ ὁ πατὴρ] eram
um, e depois orou para que seus discípulos todos fossem um, tal qual ele era um
com o Pai. (ver João 17:11). Assim, fica bem evidente o que Yeshua queria
dizer, ou seja, ele estava unido num só propósito com Adonai, e por isso ele e
o Pai eram um, assim deveriam ser seus servos.
Seria
desnecessário o apóstolo Paulo dizer aos judeus nazarenos do passado que há
somente um só D’us, e que ele é o Pai, e logo em seguida mencionar que há um só
senhor, Yeshua haMashiach, se na realidade eles não fossem duas pessoas, ou que
os judeus nazarenos do passado acreditassem no unicismo(doutrina que surgiria
séculos mais tarde após a apostasia). Porém, os unicistas não podem crer que
haja duas pessoas, pois se assim passarem a crer, já não creem mais na
unicidade conforme tanto pregam (ver 1° Corintios 8:5-6). Do mesmo modo os
nazarenos do passado JAMAIS creram no unicismo, se não, Paulo não teria feito esta
declaração em 1º Coríntios 8:6
Os
unicistas modernos são lúcidos o bastante para compreenderem que D’us não pode
ser três pessoas, mas ilógicos o suficiente para não entenderem que o Filho e O
Pai não podem ser apenas "roupagens" diferentes de uma mesma pessoa.
O próprio Yeshua disse que não glorificava a si mesmo, mas sim que seu Pai é
que o glorificava, e acrescentou que este era o ser que os judeus professavam
ter como D’us. (ver João 8:54). E se conforme Efésios 4:6, D’us é PAI de todos,
e Yeshua disse que D’us é seu Pai, então logicamente Yeshua também esta
incluído entre o TODOS, dos quais Adonai é tanto seu Deus como Pai.
Yeshua ao
mencionar para haSatã aquele a quem unicamente ele devia adoração, citou a si
mesmo? Claro que não, pois Yeshua citava outra pessoa, pois haSatã não iria
solicitar adoração do próprio YHWH D’us Eterno, ele não se atreveria a tanto,
mas sim de um ser que possivelmente poderia se corromper ou rebelar contra
D’us. (ver Mateus 4:10)
Vocês
conhecem os pronomes? Nós, vós, eles? Quando Yeshua disse: "E
é somente a ELE que tens de prestar serviço sagrado", estava Yeshua
falando de si mesmo ou de uma outra pessoa? (ver João 16:3). Salmo 110:1 deixa
bem claro que Adonai convoca Yeshua para sentar-se ao seu lado direito até que
seus inimigos estejam debaixo dos seus pés. Veja também Mateus
22:41-45. O Tetragrama ou nome divino, ocorre neste texto de Salmo 110:1 apenas
uma vez, e a outra ocorrência da palavra senhor no versículo não traduz o
tetragrama, mas sim a palavra Adonay, vejamos o texto hebraico:
לדוד מזמור נאם יהוה לאדני שׂב לימיני עד אשׂית איביך הדם לרגליך - Tehillim/Salmos 110:1
LeDavid mizmor ne'um YHWH l'adonay sheb
liymiyniy ad ashiyt oyebeykha hadom leragleykha - Tehillim/Salmos 110:1
"De
Davi. Salmo. Disse YHWH ao meu senhor: Senta-te à minha direita, até que eu
ponha teus inimigos como escabelo de teus pés" (Salmos 110:1)
Assim,
vemos claramente uma distinção sendo feita entre as personalidades mencionados.
Filipenses 2:9-11 nos indica que Yeshua tem a posição que tem por que Adonai
colocou ele nesta posição, e está claro que se ele sempre detivesse a posição
suprema, como poderia ser exaltado soberanamente e lhe dado uma posição
superior, se ele sempre retinha a maior posição? Conseguem entender a questão?
João 1:1 também nos mostra que apesar do verbo também ser divino, ou seja, um
Elohim, ele estava no principio com o Eterno. Leiam também estes textos e
vejam se Yeshua estava falando dele mesmo: Mateus 11:27 / João 3:35
O texto
de 1° Corintios 15:27 nos mostra que o Eterno D’us, O Pai, sujeitou todas as
coisas debaixo dos pés de Yeshua, mas segundo o próprio texto, se exclui ou
excetua-se o próprio Pai. Assim o que vemos é que tudo esta debaixo dos pés de
Yeshua ou em outras palavras, sujeito a ele, menos o Pai, e como vimos acima em
Salmo 110:1, tudo fica sujeito a Yeshua por que assim o Pai deseja. Em João
14:8-10 diz:
"Filipe
disse-lhe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso chega para nós. Yeshua
disse-lhe: Tenho estado tanto tempo convosco e ainda não vieste a conhecer-me,
Filipe? Quem me tem visto, tem visto [também] o Pai. Como é que dizes:
‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que eu esteja em união com o Pai e que o Pai
esteja em união comigo?"
O texto
rezaria literalmente: "Eu estou com o Pai e o Pai com eu
está." Não existe base escriturística para entender que Yeshua dizia
que ele e o Pai eram a mesma pessoa. O que podemos deduzir do texto, é que
Yeshua estava revelando a seus discípulos que ele agia e os tratava como O Pai
os trataria. Era como se ele dissesse, tal como o Pai, assim é o filho.
Yeshua mesmo disse: "O Pai é MAIOR do que EU" (ver João
14:28). Aqui temos Yeshua obviamente revelando sua natureza subordinada, não
sendo uma frase que expressa uma condição temporal, mas uma realidade
constante. Não existe base para alegar que esta condição seja apenas
enquanto esteve na terra como humano.
E
continuou sendo assim após a ascensão dele aos céus. (ver 1° Coríntios
3:22-23 e 11:3)
Isaías
42:1 diz: "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em
quem se apraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele; ele trará justiça aos
gentios".
O Eterno
está falando dele mesmo, ou de outra pessoa? comparar com Mateus 3:16-17.
Também veja que o próprio Yeshua disse que o Pai era uma pessoa a parte dele,
pode ler isso em João 8:17-18, onde Yeshua esta declarando que na Torah, o
testemunho de duas pessoas é tido como verdadeiro, assim Yeshua cita ele como
uma testemunha e o seu Pai como sendo outra, ou seja, duas pessoas.
Eu
poderia citar dezenas de textos para mostrar o erro de crer que Yeshua é
o próprio Eterno e o Espirito Santo, mas se a pessoa estiver predisposta a não
querer enxergar as evidências bíblicas, pouca adiantará o nosso esforço. Mais
do que argumentar, é necessário que a pessoa seja capaz de assumir que está
equivocada e iniciar uma busca por maiores explicações. Isso obviamente requer
humildade de espírito.
Conclusão:
Este
artigo não se resumiu em provar os erros teológicos de uma facção religiosa
unicista e judaizante que se auto denominam “judeus nazarenos” ou
“judaísmo nazareno”, pelo simples fato de não haver judeus vindos do judaísmo
comum que aceite este dogma, ao contrário, o artigo mostrou como e onde
surgiu esta doutrina errônea, a saber, dentro da Babilônia apostatada, ou
seja, do cristianismo dos primeiros séculos que se tinha afastado de livre
escolha da Fé e Raízes judaica dos apóstolos do Messias.
Sendo uma
doutrina estranha à Fé judaico-hebraica e nascida no seio de Roma, não
seria de se admirar que ainda hoje o cristianismo reproduzisse tal doutrina,
por isso foi de muita valia deixar os leitores informados sobre todas as
igrejas e denominações cristãs que também adotaram o unicismo como um
dogma de fé, sendo representado ao lado do trinitarianismo como a segunda maior
corrente religiosa mais seguida dentro do cristianismo.
Todos os
que são chamados a retornar a Fé Patriarcal, judeus e não judeus, que estão em
processo de Restauração precisam ficar alertas, não adianta dizer que fizeram
Teshuvá mas trouxeram um pedaço de Roma em suas bagagens, tais pessoas podem
ter saído de Roma, mas Roma ainda não saiu de dentro destas pessoas, Yisrael
nunca acreditou na vinda de um D’us encarnado, isto jamais passou pela mente de
um judeu, os judeus nazarenos do passado JAMAIS creram no unicismo, pelo
simples fato desta doutrina ter surgido séculos mais tarde já na apostasia
cristã, por isso, dirijo-me aos sinceros de coração que pensam estar no caminho
certo mas que ainda continuam enganados pelo mesmo sistema religioso romano,
apenas com uma outra máscara, abram os corações e estudem mais a Palavra de
D’us, pois, a Palavra do Eterno é uma Palavra que liberta e, como disse o
apóstolo Shaul/Paulo:
“......para
que destas coisas vãs vos converteis ao D’us Vivo, que fez o céu, a terra, o
mar e tudo que neles há” (Atos 14:15)
Rosh: Marlon Troccolli
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