Em algumas
ocasiões nos escritos da Nova Aliança o apóstolo Paulo utiliza a expressão “obras
da lei” (carta aos Romanos cap. 03 e aos Gálatas cap. 02 e 03). Em todas
essas citações a expressão é usada negativamente, sendo algo a ser evitado por
todo servo verdadeiro de Deus através de Yeshua (Jesus). Porém, a má
interpretação e a descontextualização dos textos paulinos onde essa expressão é
mencionada, gerou e tem gerado nos meios teológicos cristãos (e também
judaicos) um falso conceito que Paulo era contrário à Torá e a sua obediência.
Tal conceito errôneo gerou na teologia cristã uma pré-concepção ANTINOMISTA
(anti-Lei ou anti-Torá) e também ANTISSEMITA, onde todos os textos
neo-testamentários são interpretados partindo-se desse pressuposto. Não só
isso, mas o meio judaico tradicional aceitou do cristianismo a percepção e
interpretação do fariseu Shaul (Paulo), gerando também no judaísmo o falso
conceito que Paulo foi contra a Torá e a guarda dos mandamentos. Além disso,
uma grande confusão surge quando confrontamos a interpretação cristã clássica
de Paulo em relação à Lei de Moisés, com alguns de seus ensinamentos sobre a
Lei, tais como Rm 7:12-14, e outros. Como ele pode dizer que a Lei é santa,
espiritual e boa, e em outras passagens se referir a ela como “maldição”? Teria
ele se rebelado contra seu mestre e salvador (Yeshua), ao afirmar que a lei foi
abolida? (Pois Yeshua foi claro ao afirmar que: “não vim ABOLIR a Lei ou os
profetas. Vim torná-los plenos! – Mt 5:17). Teria sido o apóstolo Paulo
acometido por algum tipo de esquizofrenia ou bipolaridade? Certamente que não!
O problema não está em Paulo, mas sim, na forma de se LER Paulo.segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Paulo e as “Obras da Lei”
Em algumas
ocasiões nos escritos da Nova Aliança o apóstolo Paulo utiliza a expressão “obras
da lei” (carta aos Romanos cap. 03 e aos Gálatas cap. 02 e 03). Em todas
essas citações a expressão é usada negativamente, sendo algo a ser evitado por
todo servo verdadeiro de Deus através de Yeshua (Jesus). Porém, a má
interpretação e a descontextualização dos textos paulinos onde essa expressão é
mencionada, gerou e tem gerado nos meios teológicos cristãos (e também
judaicos) um falso conceito que Paulo era contrário à Torá e a sua obediência.
Tal conceito errôneo gerou na teologia cristã uma pré-concepção ANTINOMISTA
(anti-Lei ou anti-Torá) e também ANTISSEMITA, onde todos os textos
neo-testamentários são interpretados partindo-se desse pressuposto. Não só
isso, mas o meio judaico tradicional aceitou do cristianismo a percepção e
interpretação do fariseu Shaul (Paulo), gerando também no judaísmo o falso
conceito que Paulo foi contra a Torá e a guarda dos mandamentos. Além disso,
uma grande confusão surge quando confrontamos a interpretação cristã clássica
de Paulo em relação à Lei de Moisés, com alguns de seus ensinamentos sobre a
Lei, tais como Rm 7:12-14, e outros. Como ele pode dizer que a Lei é santa,
espiritual e boa, e em outras passagens se referir a ela como “maldição”? Teria
ele se rebelado contra seu mestre e salvador (Yeshua), ao afirmar que a lei foi
abolida? (Pois Yeshua foi claro ao afirmar que: “não vim ABOLIR a Lei ou os
profetas. Vim torná-los plenos! – Mt 5:17). Teria sido o apóstolo Paulo
acometido por algum tipo de esquizofrenia ou bipolaridade? Certamente que não!
O problema não está em Paulo, mas sim, na forma de se LER Paulo.
A expressão
“Obras da Lei” é mais antiga do que o próprio Paulo. Ela já foi utilizada pela
comunidade de Qumran quase dois séculos antes de Cristo, como atestam os
pergaminhos do Mar Morto descobertos no século passado. Em um dos rolos temos o
título “Mikssát Maassêi ha Torá“, ou “As importantes obras da
Lei”. Devido a este nome, esse pergaminho é simplesmente conhecido como “MMT ou
4QMMT”. Nele, há mais de 20 regras haláchquicas sobre purificação, incluindo
citações de mandamentos da Torá e principalmente INTERPRETAÇÕES e COMPLEMENTOS
de tais mandamentos Mosaicos. Há também regras que excluíam as oferendas dos
gentios e os próprios gentios de participarem das atividades do Templo em
Jerusalém. O estudo deste documento trouxe grande luz à interpretação do
Apóstolo Paulo e seu posicionamento em relação à Torá ou Lei de Moisés.
Fragmento do
pergaminho 4QMMT, também chamado de “Importantes Obras da Lei” – Qumran –
Israel, séc. II a.C.
Baseados no
testemunho do próprio Paulo e em alguns de seus discursos de defesa, sabemos
que ele não era contra os mandamentos da Torá. Os próprios apóstolos, em
Jerusalém, dão um testemunho sólido e irrefutável da conduta de Paulo em
relação à Lei de Moisés: “…e saberão todos que não é verdade o que se
diz a teu respeito (que pregas contra a Lei) e que, pelo contrário, andas
também, tu mesmo, GUARDANDO a lei.”(At 21:24). Já que Paulo não era
contra a Torá, como ele poderia ser contra as “Obras da Torá”? Bem, com a
leitura do antigo documento judaico da seita do Mar Morto e interpretando os
ensinos de Paulo em seu contexto original, concluímos que Paulo não era contra
a Torá ou a obediência a ela, mas sim, contra as INTERPOLAÇÕES E INTERPRETAÇÕES
legalísticas que eram contrários à própria Torá (os quais são descritos no
documento “Mikssat Maassêi ha Torá“). Ao usar a expressão “Obras da
Lei”, Paulo refere-se a uma ideologia muito comum entre judeus e
gentios simpatizantes do judaísmo, a saber, que a simples obediência ao
mandamento justificaria o praticante perante Deus. Isso é também chamado de
“legalismo”. O legalismo é a desobediência a Deus utilizando-se para isso a
própria Torá.
A guarda do
mandamento, sem a Fé e o coração circunciso, não beneficia em nada ao homem.
Pelo contrário, afasta o homem de Deus ao passar a falsa ideia que a simples
guarda do mandamento (sem a correta kavaná – intenção do coração e fé) justifica
o praticante. Esse é o conteúdo da exortação divina através do profeta Isaías:
“De que me
serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? — diz o SENHOR. Estou farto dos
holocaustos de carneiros e da gordura de animais cevados e não me agrado do sangue
de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes.(…) Não continueis a trazer ofertas
vãs; o incenso é para mim abominação, e também as Festas da Lua Nova, os
sábados, e a convocação das congregações; não posso suportar INIQUIDADE
associada ao ajuntamento solene. (…) Pelo que, quando estendeis as mãos,
escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as
ouço, porque as vossas mãos estão cheias de sangue. Lavai-vos, purificai-vos,
tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal.
Aprendei a fazer o bem; atendei à justiça, repreendei ao opressor; defendei o
direito do órfão, pleiteai a causa das viúvas.” (Is 1:11-17).
Nota-se que
Deus não está sendo contrário a tais mandamentos, pois Ele mesmo os deu ao povo
como ESTATUTO PERPÉTUO, sendo mandamentos para a VIDA. (Dt 30:19-20). Porém,
apenas a prática de tais preceitos sem a busca por um coração circuncidado e
com sede de justiça, faz com que tal obediência não seja recebida por Deus. Na
verdade, tal prática é prejudicial ao homem. É isso que o próprio Paulo quer
dizer quando usa a expressão “LETRA”, referindo-se à cega obediência da
Torá sem um estado interior e exterior condizentes: “…o qual
nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do
espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”. (2 Co 3:6).
Assim, contrariando a interpretação normativa cristã dessa passagem, Paulo não
estava atestando que a Torá “mata” (pois estaria condenando a si mesmo), mas
sim, que a FORMA como a Torá é guardada e interpretada é que pode roubar a vida
do homem.
Portanto, a
mesma Torá (Lei) que é benção para uns, pode ser maldição para outros: “E
o mandamento que me fora para vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para
morte” (Rm 7:10). Paulo aqui atesta que já fora escravo da LETRA e das
“OBRAS DA LEI”, pois sua busca pela pureza da religião e zelo pelas tradições
endureceram-lhe e cegaram-lhe o coração, impedindo-o discernir o Messias
contido na própria Torá. Na verdade, a aceitação ou não da obediência do homem
em relação à Lei de Deus dependerá da fé e do estado do coração do ofertante
(Rm 2:28-29). A fé SEMPRE DEVE VIR ANTES do mandamento, e não o contrário (Rm
4:9-15). É como eu sempre digo: “Não obedeço para ser SALVO, obedeço
pois SOU salvo.” Essa frase expressa o contraste de MOTIVAÇÃO ao se
obedecer a Deus.
No
pergaminho MMT do Mar Morto, são ordenados exclusivamente os mandamentos e
interpretações de mandamentos sem nenhuma ênfase à mudança de atitude ou de um
coração correto diante de Deus. Além disso, são declaradas “halachôt” (dogmas)
que humilhavam os gentios e os afastavam do templo (como o tal ‘muro da
separação’ que Paulo se refere em Ef 2:14). A essa “falsa obediência” e aos
dogmas que afastavam os gentios do Reino de Deus, Paulo deu o nome de “OBRAS DA
LEI” ou simplesmente “LETRA”.
Paulo não
poderia ser contra a obediência a Torá, pois usou seu próprio testemunho para
atestar o contrário (At 24:14, 25:8). Ele também atesta que a Lei é espiritual
e boa, e o mandamento, santo, justo e bom (Rm 7:12-14). Não é a Torá o
problema, mas sim, o LUGAR onde a mesma está escrita. Na chamada NOVA ALIANÇA,
Deus utiliza a obra de Seu ungido para escrever a LEI (Torá) no coração do Seu
povo (Jr 31:31). Assim, todo servo do Deus de Israel e discípulo de Yeshua deve
fazer a si mesmo a seguinte pergunta: Onde está a Lei de Deus na minha vida? Ou
ela ainda está em pedras, longe e externa à minha natureza, ou está escrita em
meu coração, sendo parte da minha natureza. Quem tem ouvidos… ouça!
Autor: Matheus
Zandona Guimarães
Extraído
do site: http://ensinandodesiao.org.br/artigos-e-estudos/paulo-e-as-obras-da-lei/
Leia Mais…
domingo, 26 de outubro de 2014
OS HERDEIROS DO REINO
Por Francisco Rufino
Congregação Israelita Nazarena
Beyt Davi
(Daniel 7:18) - Mas os santos do Altíssimo receberão o reino,
e o possuirão para todo o sempre, e de eternidade em eternidade. (Daniel 7:13)
- Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do
céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram
chegar até ele. (Daniel 7:14) - E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino,
para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um
domínio eterno, que não passará, e o seu reino tal, que não será destruído.
(Isaías 60:8) - Quem são estes que vêm voando como nuvens, e como pombas às
suas janelas? (Isaías 60:21) - E todos os do teu povo serão justos, para sempre
herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos, para
que eu seja glorificado. (lsaías 60:22) - O menor virá a ser mil, e o mínimo
uma nação forte; eu, o SENHOR, ao seu tempo o farei prontamente. (Isaías 49:26) - E sustentarei os teus opressores com a sua própria carne, e com o seu próprio sangue se embriagarão, como com mosto; e toda a carne saberá que eu sou o SENHOR, o teu Salvador, e o teu Redentor, o Forte de Jacó.
(Isaías 66:8) - Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas
semelhantes? Poder-se fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de
uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.
Nasceu Sim
RUFINO: Esta
profecia se cumpriu de forma surpreendente; pois os seus contemporâneos e seus
discípulos sonhavam com esse tempo.
(Atos 1:6) - Aqueles, pois,
que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste
tempo o reino a Israel? (Atos 1:7) - E disse-lhes: Não vos pertence saber os
tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. (Mateus
13:17) - Porque em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver
o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram.
(Lucas 21:29) - E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira, e para todas
as árvores; (Lucas 21:30) - Quando já têm
rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.
(Lucas 21:31) - Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. Veja como pensa este escritor. Perante tantas hesitações, em 14 de Maio de 1948, os 650 mil judeus que se haviam já fixado na Palestina proclamaram a criação do Estado de Israel. 24 horas depois começou a guerra entre judeus e muçulmanos, uma guerra que persiste até hoje. (Is. 49:22). Assim diz o Senhor Deus: Eis que levantarei a minha mão para as nações; então eles trarão os teus filhos nos braços e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.
rebentado, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão.
(Lucas 21:31) - Assim também vós, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que o reino de Deus está perto. Veja como pensa este escritor. Perante tantas hesitações, em 14 de Maio de 1948, os 650 mil judeus que se haviam já fixado na Palestina proclamaram a criação do Estado de Israel. 24 horas depois começou a guerra entre judeus e muçulmanos, uma guerra que persiste até hoje. (Is. 49:22). Assim diz o Senhor Deus: Eis que levantarei a minha mão para as nações; então eles trarão os teus filhos nos braços e as tuas filhas serão levadas sobre os ombros.
RUFINO: No passado as
"ondas migratórias" foram um fato importante para a reconstrução do
Estado de Israel. Porém não acabou. No presente este fato continua a ocorrer! O Eterno está
providenciando o ajuntamento do seu povo para cumprir neles os
desejos de seus pensamentos expressos em sua Palavra.
O
profeta Ezequiel vê a situação deles e diz: (Ezequiel 39:25) - Portanto assim
diz o Senhor DEUS: Agora tornarei a trazer os cativos de Jacó, e me
compadecerei de toda a casa de Israel; zelarei pelo meu santo nome. (Ezequiel
39:26) - E levarão sobre si a sua vergonha, e toda a sua rebeldia, com que se
rebelaram contra mim, quando eles habitarem seguros na sua terra, sem haver
quem os espante. (Ezequiel 39:27) - Quando eu" os
tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de seus
inimigos, e eu for santificado neles aos olhos de muitas nações, (Ezequiel
39:28) - Então saberão que eu sou o SENHOR seu Deus, vendo que eu os fiz ir em
cativeiro entre os gentios, e os ajuntarei para voltarem a sua terra, e não
mais deixarei lá nenhum deles. Portanto, esperemos ainda um retorno dos judeus à Israel.
Guerras e Mais Guerras
É enorme
a desproporção entre os judeus e os seus vizinhos muçulmanos. Esse fato deu no
início aos países muçulmanos uma enorme confiança que acabariam em pouco tempo
com o Estado de Israel. A partir da década de 70 passaram a
recorrer, "sobretudo" as ações de natureza terrorista.
RUFIMO: Este sentimento
sempre foi um propósito das nações: desde que Israel veio existir como nação.
(Salmos 83:1)
- Ó DEUS, não estejas em
silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus, (Salmos 83:2) - Porque eis que teus
inimigos fazem tumulto, e os que te odeiam levantaram a cabeça. (Salmos 83:3) - Tomaram astuto conselho
contra o teu povo, e consultaram contra os teus escondidos. (Salmos 83:4) - Disseram: Vinde, e desarraiguemo-los
para que não seja nação, nem haja mais memória do nome de Israel. Na atualidade
não será diferente.
1948. 24
horas após ter sido criado, o Estado de Israel é invadido pelos exércitos
regulares de Egito, Jordânia, Síria, Líbano e Iraque. A guerra só termina em
1949, com uma nova configuração das fronteiras.
1956.
Uma aliança entre o Egito, Síria e Jordânia proclama internacionalmente o fim
do Estado de Israel. Pouco antes de ser invadido, as tropas
israelitas avançam e derrotam as forças inimigas. A paz só voltou meses depois.
1967.
Uma nova invasão é anunciada. O Egito lidera de novo uma aliança com a Jordânia
e a Síria para riscar do mapa Israel. Pouco antes da
anunciada invasão, Israel ataca e destrói os exércitos inimigos. A paz tardou
em voltar.
1973. O
Egito, a Síria e a Jordânia lançaram-se numa nova invasão, mas desta vez de
surpresa. Como nas vezes anteriores, acabam por ser derrotados. A paz levou
anos a ser atingida: Egito (1979), Jordânia (1994).
1978. O
Líbano, embora tenha participado na invasão de 1948 de Israel, manteve alguma
neutralidade durante décadas. A partir do inicio da década de 70 passa a ser
utilizado como uma base para ataques terrorista contra Israel por parte dos
palestinianos. Face a esta situação, Israel vê-se obrigado a invadir o Líbano,
primeiro em 1978 e depois em 1982 quando mergulhou num verdadeiro caos. Em 2000
retira-se sem ter conseguido acabar com os grupos terroristas locais.
2002.lnicio
da construção de um muro defensivo ao longo da fronteira do Estado de Israel. O objetivo é
o de impedir os ataques
suicidas. A sua extensão global é de
700 km.
2006. O
Líbano está transformado num Estado fantasma, controlado desde os anos oitenta
por uma organização terrorista - Hezbollah (Partido de Deus) - armada e
financiada pelo Irão e a Síria. Em 2006 atacou Israel com mísseis iranianos,
lançando desta forma o Líbano em mais uma onda de morte e destruição.
(Daniel
7:26) - Mas o juízo será estabelecido, e eles tirarão o seu domínio, para o
destruir e para o desfazer até ao fim. (Daniel 7:27) - E o reino, e o domínio,
e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos
do Altíssimo; o seu reino será um reino eterno, e todos os domínios o servirão,
e lhe obedecerão.
Por Francisco Rufino
Congregação Israelita Nazarena
Beyt Davi
terça-feira, 14 de outubro de 2014
SELEBRANDO O SHABAT
Eu e a minha casa serviremos ao Senhor !
Depois
que eu entendi que guardar o sábado é mais do que descansamos das nossas obras
semanais, estudando a liturgia Judaica (Sidur), entendi que o Shabat deve ser
uma celebração ou seja uma festa semanal principalmente com a família,
lembrando da morte e da ressureição de Yeshua.
No inicio
do Shabat, que é no por do sol da Sexta feira eu e minha família nos reunimos Para
agradecermos ao Eterno pela semana que passou e pela aliança dada a nós através
do Seu Filho Yeshua, nosso Senhor e Salvador, o Senhor do Sábado, reconhecendo
o Eterno como único D-us. Celebramos o inicio do Shabat com cânticos, orações,
leituras bíblicas, citações de bênçãos, pão e vinho. Na manhã do Shabat eu e
minha família vamos à Congregação para estudamos a Torá, os escritos dos
Profetas e a Nova Aliança. No por do sol do Shabat ao inicio do primeiro dia da
semana (como de costume dos apóstolos Atos 2:46),
realizamos a celebração do encerramento do Shabat com cânticos, orações,
leituras bíblicas, citações de bênçãos e vinho, pedindo ao Eterno que nos conceda
uma semana de bênçãos e paz para nós e para Israel.
Alguns versos bíblicos para
complementar o acima exporto
As
véspera da pascoa Yeshua deu uma ordem aos seus discípulos.
Lucas 22:19 E, tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o,
e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em
memória de mim.
OS APÓSTOLOS ENSINAVAM
A LITURGIA DO PARTIR O PÃO
Atos 2:42¶ E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na
comunhão, e no partir do pão, e nas orações.
a celebração do Shabat é feita no recebimento (agradecendo pela sema que passou) e no encerramento (pedindo pela semana que se inicia). Os discípulos faziam isto.
a celebração do Shabat é feita no recebimento (agradecendo pela sema que passou) e no encerramento (pedindo pela semana que se inicia). Os discípulos faziam isto.
Atos
2:46 ¶ E no primeiro dia da semana,
ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia
seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite.
Observe que Paulo estava reunido com os outros
discípulos no encerramento do Shabat, no por do sol sábado, hora em que se
inicia o primeiro dia da semana.
YESHUA DEPOIS DA
RESSUREIÇÃO CELEBROU TAMBÉM O ENCERRAMENTO DO SHABAT
Lucas
24:12
Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém.
Naquele mesmo dia, dois deles estavam indo para um povoado chamado Emaús, a onze quilômetros de Jerusalém.
Lucas 24:28-31E
chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu.
Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu.
Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e
como Jesus fora reconhecido por eles quando partia o pão.
CONCLUSÃO
Porém, se vos parece mal aos
vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais; se aos deuses a
quem serviram vossos pais, que estavam além do rio, ou aos deuses dos amorreus,
em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor. Josué 24:15
Por: Jay
Congregação Israelita Nazarena
Beyt Davi
Davinópolis - MA.
Leia Mais…
Por: Jay
Congregação Israelita Nazarena
Beyt Davi
Davinópolis - MA.
segunda-feira, 13 de outubro de 2014
EM QUE DIA MORREU YESHUA?
No dia 14 de Nissan, conforme determina
a Lei.
Levitico 23:5 No mês primeiro (Nissan), aos catorze
do mês, no crepúsculo da tarde, é a Páscoa do Senhor.
1ª Corintios 5:7 Lançai fora o velho fermento, para
que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo,
nosso Cordeiro pascal, foi imolado.
EM QUE DIA DA SEMANA OCORREU A
CRUCIFICAÇÃO?
Este fato aconteceu numa quarta-feira. Leiamos os
textos que nos indicam este fato.
Marcos 15:42 Ao cair da tarde, por ser o dia da
preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 vindo José de Arimatéia, ilustre
membro do Sinédrio, que também esperava o reino de Deus, dirigiu-se
resolutamente a Pilatos e pediu o corpo de Jesus.
Se este sábado relatado por Marcos refere-se ao
determinado no 4º mandamento, Yeshua teria ficado no sepulcro durante a
sexta-feira de noite (uma noite); durante o sábado (um dia); e durante a noite
após o sábado (uma noite). Contando teríamos = duas noites e um dia.
O que Yeshua disse sobre este assunto? Mateus 12:40 Porque assim como esteve Jonas
três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem
estará três dias e três noites no coração da terra.
Jonas 1:17 Deparou o Senhor um grande peixe, para
que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe.
Como entender o escrito no
livro de Marcos
Devemos entender os textos bíblico em função do que
exprimiam quando foram escritos. Não havia a expressão = feriado =. O
dia-feriado era conhecido como = sábado =.
Façamos a verificação:
Levitico 23:23 Disse mais o Senhor a Moisés: 24
Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro do mês, tereis
descanso (feriado) solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa
convocação. 25 Nenhuma obra servil fareis.
Levitico 23:27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será
o Dia da Expiação; tereis santa convocação... 32 Sábado de descanso (feriado)
solene vos será...
Levitico 23:5 No mês primeiro, aos catorze do mês, no crepúsculo da
tarde, é a Páscoa do Senhor. 6 E aos quinze dias deste mês é a Festa dos Pães
Asmos do Senhor; sete dias comereis pães asmos. 7 No primeiro dia (15), tereis
santa convocação (feriado); nenhuma obra servil fareis.
1ª Corintios 15:3 Antes de tudo, vos entreguei o
que também recebi: que Yeshua morreu pelos nossos pecados, segundo as
Escrituras, 4 e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia.
Dois discípulos no caminho de Emaus relatam
o acontecimento e esclarece que Yeshua ficou três dias no seio da terra e
ressuscitou após o findar do Sábado semanal.
Lucas 24:21 E nós
esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas agora, sobre tudo isso, é
já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram.
Lucas 24:28-31E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu.
Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
Lucas 24:28-31E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe.
E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles.
E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lhes deu.
Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes.
Mateus 12:40 Porque assim como esteve Jonas três dias e três
noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e
três noites no coração da terra.
QUEM MATOU YESHUA ?
Os romanos que pregaram o na cruz ?
Ou existe outro responsável ?
Os judeus helenizados (os
saduceus do Sinédrio) entregou Yeshua aos Romanos. Mas eram romanas as mãos que seguravam o martelo que pregaram os pregos
nas mãos de Yeshua/Jesus. Foi mãos romanas que escreveu as palavras que pairava
sobre a cabeça deste judeu galileu, 'Yeshua de Nazaré, Rei dos Judeus".
"Quem matou Yeshua (Jesus)?" Aquele que planejou a execusão de Yeshua (Jesus) não
é outro senão Deus, o Pai foi Ele que premeditado, previu, preparado,
programado e aprovado a morte do Messias anos antes do evento histórico.
Olhe
para as seguintes passagens ...
o livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" (Apocalipse 13:8)
Observe neste versículo que o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo.
Isto significa que Deus tinha preparado e premeditado a morte do Cordeiro de
Deus que tira os pecados do mundo (quando entrou o pecado no mundo o cordeiro
foi preparado). Não havia judeus nem romanos em existência na época que poderia
ter tido qualquer lado neste plano.
"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas
tristezas e as nossas dores; contudo nós o reputávamos por aflito, ferido de
Deus? oprimido. Todos nós, como ovelhas, nos desviamos,
temos transformou, cada um, à sua própria maneira, e o Senhor fez cair sobre
ele a iniquidade de nós todos. "(Isaias 53:4,6)
Observe o último
verso neste texto: "E o Senhor (Deus) fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos."
A ênfase deve ser
em duas palavras, "Senhor"
e "todos nós." A morte de
Yeshua foi pré-determinado e preparado para ser executado "na plenitude do
tempo" pelo próprio Deus (1Pe 1:19-20) .
O povo judeu, desempenhou um papel neste
drama - para a causa dos gentios, para o bem das nações, que eramos todos
adoradores de ídolos antes de Yeshua.
Veja o que diz
Paulo aos Ef.:
Efésios 2:12-13 Que
naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e
estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo.
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.
Por:Joseph Shulam
Leia Mais…
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Shabat: sinal da aliança eterna
O
shabat (sábado) é um dos "Dez Mandamentos" (asseret hadibrot), ex
vi do texto de Shemot/Êxodo 20:8-11. Yeshua e Sha´ul (Paulo) tinham o
costume de guardar o shabat como dia santificado (Lc 4:16 e At 17:2), e historiadores
afirmam que os netsarim (nazarenos) também cumpriam o mandamento do shabat.
Então,
por que os cristãos substituíram o shabat (sábado) pelo domingo? Afinal, qual é
o dia sagrado do ETERNO?
VEJA MAIS NO LINK ABAIXA:
Leia mais: http://www.judaismonazareno.org/shabat%3a-sinal-da-alian%c3%a7a-eterna/
Leia Mais…
Leia mais: http://www.judaismonazareno.org/shabat%3a-sinal-da-alian%c3%a7a-eterna/
terça-feira, 30 de setembro de 2014
O HISTÓRICO DO JUDAÍSMO NAZARENO
Por: Rosh: Marlon Troccolli
Introdução:
Este
artigo baseia-se em pesquisas históricas cujas fontes estarão disponíveis ao
longo do desenvolvimento do mesmo, e destina-se a reforçar a Fé Patriarcal de
nossos irmãos judeus que reconheceram em Yeshua haNotzeri o Mashiach de
Yisrael, bem como de nossos irmãos gentios que aceitaram o D'us de Yisrael
sendo enxertados na boa Oliveira e participam da mesma Fé de nossos patriarcas.
Este
artigo também mostra como se deu o surgimento da primeira Congregação Nazarena
de Yerushalaim, sua separação dos gentios ditos cristãos e os vestígios
arqueológicos deixados por estes fiéis, cuja vida foi uma constante perseguição
primeiro de seus próprios patrícios, depois pelo império romano e por fim pela
cruel igreja cristã que os rotulou de hereges perseguindo-os como animais.
Objetivos:
*
Reforçar a Fé dos nazarenos modernos ao conhecerem seus irmãos do passado.
* Servir
como material de pesquisa bibliográfica sobre os judeus notzerim.
*
Esclarecer a posição nazarena em relação aos vários grupos ditos judaicos
messiânicos.
* Mostrar
como se deu a separação definitiva dos gentios que adotaram a religião de Roma.
*
Fundamentar a Fé Notzerit mediante a historicidade e achados arqueológicos da
época.
Investigação
Histórica:
Jerônimo
era um padre católico, que a mando do papa Damaso foi incumbido de traduzir as
Escrituras para o Latim, que já no quarto século era a língua litúrgica da igreja
de Roma.
A
pesquisa começou em 1986, quando encontramos esta declaração de Jerônimo, que
ele escreveu no quarto século:
“Mateus,
também chamado Levi, e que de publicano se tornou apóstolo, primeiro de tudo
produziu um Evangelho do Messias na Judeia, na língua e nos caracteres
hebraicos, para benefício dos da circuncisão que haviam crido, Não se tem
suficiente certeza de quem o traduziu mais tarde para o grego. Ademais, o
próprio em hebraico está preservado até hoje na Biblioteca de Cesareia que o mártir
Pânfilo ajuntou tão diligentemente. Os Nazarenos, que usam este volume, na
cidade Síria de Bereia, permitiram-me também copiá-lo” (Obra de Jerônimo: “De
Viris Inlustribus” [A Respeito de Homens Ilustres] – Capítulo III – Tradução do
Texto Latino editada por E. C. Richardson e publicado na série – Texte und
Untersuchungen zur Geschichte der Altchristlichen Literature — Volume, 14,
Leipzig, 1896, páginas 8 e 9.)
Nesta
declaração encontramos algumas verdades históricas que devemos Restaurar:
1. Mateus
escreveu o Evangelho que leva o seu nome em Hebraico.
2. Não se
sabe quem traduziu esse Evangelho Original “mais tarde” para o grego, o
tradutor ou tradutores eram desconhecidos. Isto indica que traduções para o
grego são posteriores aos originais em hebraico.
3. Esse
Evangelho de Mateus em Hebraico, na época de Jerônimo, ainda estava preservado
na Biblioteca de Cesareia. Por que ele se perdeu? O que fizeram como ele?
4. Os
Nazarenos tinham um exemplar desse Evangelho e emprestaram para Jerônimo
copiá-lo.
Isto
significa que no quarto século ainda podemos encontrar os judeus Nazarenos, mas
eles, como nós podemos perceber, não pertenciam à mesma igreja de Jerônimo, ou
seja, eles não eram católicos romanos, eles eram Notzerim. Tinham um nome,
tinham uma identidade que os diferenciava da religião oficialmente estabelecida
na época do papa Damaso.
Nossas
pesquisas e investigações documentárias se voltaram, então, para responder
algumas perguntas: Quem eram Os Nazarenos? Por que usavam o Evangelho de Mateus
em Hebraico e não as cópias em Grego que já circulavam no meio católico? Em que
eles criam? Por que não estavam unidos com a religião do império que tinha sua
sede em Roma? Finalmente queríamos entender e compreender a Origem dos judeus
Nazarenos.
As
respostas a estas perguntas formaram um grande acervo de Documentos históricos
que formam um panorama histórico surpreendente.
Os
Nazarenos e a Cidade de Pella:
Pella foi
uma antiga cidade, cujas ruínas constituem atualmente um sítio arqueológico que
se situa na aldeia de Tabaqat Fahl, no noroeste da Jordânia. O local
encontra-se no vale do Jordão, muito perto da fronteira com Yisrael, 80 km ao
norte de Amã e 40 km a oeste de Irbid. Após a conquista romana por
Pompeu na primeira metade do século I a.a.c., a cidade prosperou ainda mais,
tendo então desaparecido a maior parte das construções helênicas. Ainda hoje
subsistem ruínas espetaculares desse período, durante o qual Pella foi uma das
cidades que compunha a Decápolis mencionada nos Evangelhos.
Com a
destruição de Jerusalém pelo general Tito, os Nazarenos se Refugiam nesta
cidade. Nossa pesquisa nos remete aos anos 66 ec. e 67 ec. A cidade de
Jerusalém estava sitiada. Vespasiano tinha cercado a cidade com os exércitos
romanos, mas, inesperadamente foi chamado para Roma, pois o imperador tinha
falecido, por essa razão, o próprio Vespasiano foi declarado Imperador. Com a
ida de Vespasiano para Roma, o cerco de Jerusalém foi levantado e foi esse o
momento que os discípulos esperavam, aproveitando a retirada dos exércitos
romanos e em cumprimento da advertência que encontramos em Lucas 21:20-21, eles
fogem para além do rio Jordão. A cidade foi destruída pelo general Tito no ano
70 ec.
As fontes
de pesquisa apontam como lugar principal de refúgio uma cidade chamada Pella.
Vejamos o Comentário de uma Enciclopédia e ver como a história comprova que os
discípulos saíram da cidade de Jerusalém antes de sua destruição:
“A
Comunidade que imigrou de Jerusalém, ao início da guerra de Vespasiano com os judeus,
ficou refugiada nas regiões da Galileia, Judeia e Samaria, ao oriente, e ao
sul, no Egito, sendo encontrados até o final do século IV na região de Perea na
cidade de Pella” -(Enciclopédia
Italiana – Vol. V, página 76, coluna 4)
Houve de
fato uma imigração, para ser mais exatos, aconteceu uma fugida da cidade, um
grupo de pessoas que é designado como: Comunidade, eles fogem de Jerusalém e se
refugiam em várias regiões, em especial na cidade de Pella.
A
Comunidade Notzerit na Cidade de Pella:
Já
sabemos que um pequeno grupo de seguidores do Messias, e, portanto, nazarenos,
que tinham aceitado a Fé, antes da destruição da cidade de Jerusalém pelo
general Tito, fogem. Vejamos agora como era conhecida essa Comunidade de
Jerusalém que foge para Pella:
“Transferiram-se
antes do cerco, poucos em número para acidade de ... Pella ... chamavam-se
Nazarenos, e com esse nome puramente evangélico que figuram na história” (História do Judaísmo
Antigo, Cyro de Moraes Campos, Edição de 1961, página 353)
Assim, os
que saíram de Jerusalém, antes da cidade ser destruída pelo general romano
Tito, era a Comunidade dos Nazarenos, e eles se espalham pela Judeia, Galileia
e se estabelecem principalmente em Pella.
“A
Comunidade, trazia, porém, o nome de Nazarenos, que compartilhava com os demais
grupos transjordânicos” (Nova História da Igreja, Vol.1 de autor francês J.
Danielou Henry Marrou, 1984, da Editora Vozes, e com tradução de D. Paulo
Evaristo Arns O. F. M. na página 44)
Claramente,
sem deixar dúvidas, até Documentos católicos comprovam que a Comunidade dos
Nazarenos é aquela que, saindo de Jerusalém se refugia além do Jordão (região
transjordânica). Nós deveríamos pensar que os mais interessados em ocultar os
fatos deveriam ser justamente os que os negam, porém, diante da história e por
causa do grande acervo de Documentos de prova, todo historiador deve ser
honesto, e por mais que isso contrarie a tradição religiosa deve afirmar o que
realmente aconteceu.
O Início
da separação definitiva:
A
separação entre os dois grupos, de um lado os Nazarenos, de origem judaica, e
do outro os “cristãos” de origem grega e síria, começa a ser notada logo após a
Destruição de Jerusalém, pelo Imperador Romano Adriano.
Em 135, o
imperador Adriano mandou arrasar a cidade de Jerusalém, ao cabo da revolta
judaica liderada por Simão bar Kokhba. Sobre os restos que ficou de Jerusalém,
edificou-se uma cidade helênica denominada Aelia Capitolina e sobre o monte
onde se erguera o santuário do Eterno, isto é, o Templo, erigiu-se um
templo dedicado ao deus Júpiter Capitolino.
Observem
como nessa data, 135, acontece então a separação definitiva que divide os dois
grupos, cristãos dos nazarenos:
“A
Congregação judaica nazarena já tinha ficado reduzida a uma pequena parcela de
adeptos quando sessenta anos mais tarde, Adriano, reprimindo a última revolta
dos judeus e fundando nas ruínas da Cidade Santa a nova cidade Aelia
Capitolina, na qual nenhum judeu podia entrar, acabou destruindo-a
completamente. Os judeus nazarenos, vagando dali por diante pela Palestina, não
foram considerados cristãos pelos seus companheiros gregos e sírios. Passaram a
serem chamados nazarenos, considerados, justa ou injustamente, hereges e
classificados, às vezes, como tais, nas obras de escritores eclesiásticos” (Philip Hughes
“História da Igreja Católica” – Tradução de Leônidas G. de Carvalho, Dominus,
São Paulo, Segunda Edição, Revista e Ampliada, página 18)
Este
historiador deve se render diante das evidências, não as pode negar, mesmo se
tratando de uma obra literária católica. No início ele chama Os Nazarenos de
“Igreja judaica”, depois os chama de “cristãos judeus”, para finalmente
reconhecer que o verdadeiro nome é: “Nazarenos”.
Reconhece
também que a rejeição dos Nazarenos aconteceu nessa época, e foram os gregos e
sírios que não mais os consideraram como verdadeiros seguidores do Messias, e
injustamente acusados de hereges.
Provas
Arqueológicas:
Uma
Descoberta Arqueológica Comprova e Demonstra a Verdade Sobre o Começo da Fé
Verdadeira, vamos considerar atentamente a seguinte informação: A fonte é de
plena confiança.
Nesta
fonte se apresenta um fato interessante: A descoberta de um selo numa Sinagoga
Nazarena. Além dos oito utensílios usados na Sinagoga, merece destaque o nome
que o artigo dá aos primeiros seguidores do Messias de Yisrael:
“Um selo foi descoberto após 2000 anos. Este antigo
símbolo foi encontrado no Monte Sião. Acredita-se que ele foi criado por judeus
crentes que chamavam-se a si mesmo de Nazarenos... Um dos oito objetos é um bloco
bem gasto feito de mármore local do tamanho de um tijolo... Uma escrita em
aramaico informando o uso deste artefato para ser a base onde se colocava o
frasco do óleo da unção. O antigo aramaico transliterado como: ‘La Shemem
Reuhon’ (para óleo do Espírito). Outro dos oito objetos é um pequeno, e quase
intacto frasco que deveria certamente ser colocado no topo da base de mármore” (Good
News For Israel – ©Evangelical Press News Service, 6 de julho de 1999)
Percebemos
que não são apenas os escritos dos primeiros séculos que atestam sobre a
existência dos judeus Nazarenos, mas, também a arqueologia veio em auxílio para
demonstrar que a linha de pesquisa a qual nos estamos seguindo está correta. Os
Nazarenos eram os verdadeiros mantenedores da Herança Hebraica Messiânica.
A
Perseguição contra os Nazarenos - Uma profecia cumprida:
No Estudo
anterior mostramos como se deu a separação, para reforçar essa divisão vamos
citar um novo Documento, agora de um autor judeu:
“Durante
algum tempo, a Comunidade cristã era formada de duas seções divergentes: a dos
Nazarenos ou judeus Cristãos... e a de cristãos gentios... É claro que um tal
estado de coisas não podiam durar, e era, somente, uma questão de tempo, antes
que uma das seções viesse a predominar e expulsar a outra. Foi exatamente isso
que sucedeu. O acontecimento crítico que resolveu a questão foi a destruição do
templo e do estado judaico no ano 70... A partir desse momento, os Nazarenos
começaram a diminuir em número, enfraquecendo-se, pouco a pouco, a sua
influência, até se tornar nula”. (Do livro: Dois Caminhos, autor: Abraham Cohem,
Edições Biblos Ltda. Rio de janeiro, 1964, página 102.)
Assim um
grupo prevaleceu sobre o outro, os Nazarenos perderam quase que totalmente sua
influência sobre as congregações gentias, enquanto que os cristãos gentios
prevaleceram e venceram. O que estava escrito na profecia? Veja como as
Escrituras apresentam estes fatos, a “besta” (falsa religião) prevalece sobre
os santos:
“Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação”(Apocalipse 13:7)
“Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse. Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação”(Apocalipse 13:7)
Estava
escrito, era a profecia que não poderia falhar! Os santos foram vencidos e a
“besta” do Apocalipse prevaleceu sobre eles, a falsa religião imperou dando de
beber o seu vinho da mentira, do engano, das heresias, dos dogmas satânicos e
do paganismo disfarsado de cristianismo, criaram um novo deus para seus
seguidores adorarem, o deus trindade, um novo messias também foi criado aos
moldes de sua religião cristã, o messias romano, a B'rit Chadashá foi
adulterada para satisfazer as heresias da nova religião de Roma, um novo Cânon
bíblico foi organizado de acordo com os interesses dos bispos e padres
católicos, em fim, o cenário do engano estava pronto para operar e continuou
operando por cerca de 2000 mil anos de trevas espirituais, até ao surgimento da
Restauração profetizada nas Escrituras, onde o povo que foi enganado está tendo
a oportunidade de ver os crimes cometidos pela religião popular, um verdadeiro
atentado a Fé.
Conclusão:
É hora de
se fazer escolhas, de se Restaurar a Fé, de se buscar as Veredas Antigas, se
voltar aos verdadeiros seguidores do Messias de Yisrael, tudo bem que os
nazarenos modernos não são os mesmos do passado, mas eles vieram do mesmo lugar
de onde os primeiros nazarenos saíram, do judaísmo comum, não possuem ideias
diferentes pois são simplesmente judeus completos, foram preservados das
doutrinas de Roma, nada de dogmas mentirosos trinitaristas ou unicistas, são
judeus seu maior dogma é o Shemá Yisrael, o Eterno é Um e Único e Ele NÃO
DIVIDE sua Glória com NINGUÉM(Isaías 42:8)
Eles são
os Remanescentes que tornariam a brotar e dariam frutos, são os que se
converteram de entre a multidão como a areia do mar:
"Porque, ainda que o teu povo, o Yisrael, seja tão numeroso como a
areia do mar, o Remanescente deste povo se converterá......" (Isaías 10:22)
Adonai os
preservou fora da influência de Roma para serem Luz aos gentios de hoje,
contradizendo a tudo que Roma inventou para enganar os incautos e jogar por
terra a falsa doutrina e as heresias modernas:
"Sim diz Ele: Achas pouco seres meu servo, para Restaurares as
tribos de Jacó e tornares a trazer os Remanescentes de Yisrael, também te
constituí Luz para os gentios, para seres a minha salvação até os confins da
terra"(Isaías
49:6)
Bendito
seja o Eterno, que não deixou perecer na mentira aqueles que voluntariamente
buscaram a Verdade, fazendo parte da Congregação do Eterno e preparando um povo
para se encontrar com o Messias, pois sua vinda está próxima.
Créditos:
Ministério Israelita Nazareno /do livro: A Verdadeira Herança Messiânica
Rosh: Marlon Troccolli